“oh, we can pop bottles all night, baby, you can have whatever you like”
Acknowledgment ♣ 10:16♦ segunda-feira, 10 de janeiro de 2011♠ topo♥ início
Pensei em escrever alguma coisa pra você. Algo imperfeito, mas feito com jeito, alguma coisa inteligente ou algo completamente insano, algo que qualquer fulano pudesse escrever. Pensei em escrever algo sensato, mas no final tudo não passa de um sentimentalismo barato que, na verdade, ninguém consegue realmente entender. Poderiam ser só palavras, palavras abandonadas, ou palavras caprichadas, também palavras copiadas, ou palavras encantadas que você queria redizer. Talvez uma grande carta, bonita e muito farta, com detalhes exuberantes, e um presente acompanhante. Alguma coisa muito cara, algo que você desejara por toda a vida, ou então apenas aquela pequena frase, que todos adoram quando é dita. Eu poderia te abraçar. Mas então poderia parecer com um abraço indiferente, algo insuficiente pra te mostrar a diferença desse dia. Ou você gostaria de folia? Ou se eu não enrolasse desse jeito, e mudasse tudo que eu tenho feito, seriam atos que você gostaria? E eu, me preocupando tanto em te agradar, e nem sabendo por onde começar, sendo que talvez o que você quer seja menor que tudo que pensaria. Se eu fosse o seu pai, com certeza no feminino, acho que ficaria feliz, apenas se você continuasse sorrindo. Eu poderia dizer o que você significa pra mim, mas não seria tão fácil assim, e muito mais complicado no fim. Poderia te chamar de meu herói, mas soaria estranhamente clichê, ou talvez eu pudesse te agradecer, por tudo que você fez e vai fazer por mim. Ou eu poderia me desculpar, por todas as vezes que eu consegui errar, e pelas vezes que você me julgou estranha. Mas acho que todos somos muito estranhos, incrivelmente diferentes, cada um com a sua manha. Somos todos tão complicados, brigamos por motivos irrelevantes, e falamos palavras que não têm nenhum significado, mas podem alterar em todo o nosso estado. Difícil. No final, acho que isso se encaixou em todos os adjetivos acima, principalmente na parte de que escrever isso é uma tarefa dificílima. Não sei se você entendeu, ou se você vai sorrir, mas só preciso que você saiba uma coisa que eu ainda não escrevi. São só pequenas palavras, nada muito exagerado, nem ao menos esforçado, mas que representa tudo que eu preciso dizer. Você me ensinou tanta coisa, e uma dessas coisas foi a gratidão, então... Eu te amo, pai. Obrigada por tudo. Eu acredito em você. Eu confio em você. Eu corro do seu lado.
♣ what the freaking fuck
"the big screens, the plastic-made dreams"
Eu deveria saber? Jura? Eu deveria simplesmente desvendar todos os mistérios que estão presos nas entrelinhas desse mundo de tocos e de tolos? Como posso me manter estável em um lugar onde as regras mudam todos os dias? Oh, senhores, não me condenem. Eu não fiz por mal. Juro pra vocês que não foi por mal.
♣ tell me why
"you all need to explain yourselves"
♣ Oh, Dear Elle
"We're all mad here.
I'm mad.
You're mad."
"How do you know I'm mad?"
"You must be, or you wouldn't have come here."
♣ who the freaking fuck
"don't you ask me if it's love, my dear, love?"
Lessie Breith, 14. Juiz de Fora e Londres, se você acredita em sonhos. Inglaterra, café, Beatles, bipolaridade, seriados e cabines telefônicas, porque é verdade. Brasil, cores, suco de laranja e, bem, felicidade, porque a sociedade ainda não manda em mim. Viajar pelo mundo, gravar um CD, escrever um livro, passar na faculdade, comprovar uma teoria, conhecer o McFLY e ajudar a salvar o mundo. Pseudo-ecológica/anarquista/nerd. Ilimitável. Sei bem menos do que pareço. E bem, um ser humano. Preciso lembrar? A música nunca vai embora.
♣ why the freaking fuck
"paint all your soul with the brand designs"
"Pergunto-me se eu tenho mudado durante a noite? Deixe-me pensar. Eu era a mesma quando me levantei esta manhã? Eu acho que quase me lembro de ter me sentido um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima pergunta é: 'Quem no mundo sou eu?' Ah, esse é o grande enigma!" - Alice.